Crie sua Startup

Atualmente, existem cerca de 5 milhões de aplicativos distribuídos para download na Google Play Store e na App Store, da Apple (2, 8 milhões para Android e 2,2 para gadgets com iOS). Até 2021, o mercado de aplicativos móveis deve movimentar cerca de US$ 200 bilhões em faturamento. Então nada mais natural do que pensar em criar um app próprio e tentar navegar nesse oceano de oportunidades.

E, para uma startup, ter um aplicativo faz parte de sua estratégia para conquistar mercado e se destacar frente aos concorrentes, afinal, inovação faz parte do DNA desse negócio. Mas quanto tempo leva para desenvolver um aplicativo? De acordo com um levantamento da Kinvey, o período de desenvolvimento de aplicativos é de cerca de cinco meses, mas isso não é regra, pois seu desenvolvimento também vai depender de sua complexidade e até mesmo dos profissionais envolvidos na sua criação.

Talvez este seja o ponto mais importante: reunir uma equipe com desenvolvedores especializados em aplicativos mobile e designers experts em interação. O foco não é ter uma interface bonita, mas uma interface funcional e que entregue uma boa experiência ao usuário.

Planejamento e estratégia

Antes até de se preocupar com o desenvolvimento de aplicativos, é preciso definir com clareza qual será seu objetivo e quais os resultados desejados com seu desenvolvimento. Além disso, é preciso ter em mente que o aplicativo deve atender às necessidades do público a que se destina. Encontrar uma necessidade do mercado e oferecer uma solução. Esse é o ponto principal.

É interessante responder a algumas perguntas:

  • Por que quero criar este aplicativo?
  • Por que ele deve existir? Já existe algo parecido no mercado? Ele será inovador?
  • O que quero que ele faça?
  • Como ele vai contribuir para o mundo?
  • As pessoas vão mesmo usar esse aplicativo? Quais são essas pessoas? Por que vão usar?

Respondidas tais questões, outros dois pontos devem ser levados em consideração nessa fase do projeto:

  • Meu aplicativo vai criar uma experiência indispensável ao usuário?
  • Essas experiências serão personalizadas?
  • Ele será capaz de superar aplicativos de concorrentes?

A escolha do melhor parceiro

Feita essa primeira lição, é possível buscar desenvolvedores e parceiros que abracem o desenvolvimento de aplicativos e que não façam promessas irreais, como entregar o app pronto em pouquíssimo tempo ou por valores irreais, tanto para o alto ou para baixo. Isso pode demonstrar que a empresa não entendeu as nuances do projeto.

Obviamente que não há uma receita na hora de escolher um desenvolvedor, mas pesquise sobre os projetos já feitos, se possível converse com as empresas que contrataram essa equipe para saber se tudo correu bem durante o processo. Os riscos de estourar o orçamento, receber um produto diferente do que foi solicitado e até encontrar dificuldades de manutenção e atualização do app, se a escolha for feita sem planejamento, são muito altos e podem fazer com que a estratégia traçada seja perdida.

Na sequência será preciso:

  • Identificar quais plataformas serão suportadas, levando em conta a cobertura, suporte a dispositivos, desempenho, etc.
  • Decidir qual será o modelo de receita utilizado para garantir recursos e gerar receita. Há diversos modelos, como aplicativos pagos, freemiuns, anúncios, assinatura, pagamento por download.

Agora chegou a hora de criar o aplicativo

Neste ponto, será preciso identificar qual será a abordagem de desenvolvimento do aplicativo: nativo, web ou híbrido.

Nativo: Aplicativos nativos entregam uma melhor experiência do usuário, mas também exigem mais tempo e expertise para serem desenvolvidos, além de serem mais caros.

Web: São rápidos e mais baratos para serem criados. Podem ser desenvolvidos usando HTML5, CSS e JavaScript, mas entregam uma experiência menos poderosa ao usuário.

Híbridos: Como o nome diz, é uma abordagem que combina aplicativos nativos e em ambiente web e busca encontrar o melhor dos dois mundos para entregar a melhor experiência. Nessa opção, o desenvolvedor incrementa o código web com a linguagem nativa para criar recursos exclusivos e acessar APIs nativas que não estão disponíveis via JavaScript.

Após identificar a abordagem, chega o momento de criar um protótipo, que nada mais é que pegar a ideia e transformá-la em um aplicativo com algumas funcionalidades básicas, que também é muito útil para atrair investidores.

Feito isso, é preciso integrar o app a uma ferramenta de análise que forneça uma visão sobre quem está usando o aplicativo, como o Google Analytics, entre outras ferramentas. Com esses dados em mãos, é possível estudar o comportamento dos usuários e melhorar as funcionalidades do aplicativo.

Beta testers e lançamento para o mercado

O momento de lançar o aplicativo nas lojas oficiais de aplicativos está perto, mas antes ainda é preciso fazer uma série de testes para ter certeza de que o app chegará ao mercado sem bugs.

O primeiro passo e fazer um teste Alpha, com um número reduzido de usuários que terão como missão descobrir bugs e garantir a qualidade do app. Em seguida, é preciso escolher, entre o público-alvo da empresa, os beta testers, que serão responsáveis pelo primeiro feedback de usabilidade do aplicativo.

Antes de liberar o app para as lojas, é preciso seguir um cronograma de lançamento que contemple as diversas plataformas. Isso garante que a integridade do ambiente ativo seja protegida e que os componentes corretos sejam liberados.

Feito o lançamento, é preciso capturar as métricas:

Análise de funil: indica os motivos que os usuários não conseguem concluir as ações desejadas

Compartilhamento: permite avaliar os aspectos do aplicativo que chamaram atenção dos usuários

Comportamento do usuário: basicamente, captura o comportamento da base de usuários, conectando com dados demográficos e o contexto em que o aplicativo é utilizado.

Não pense que o trabalho acabou. O aplicativo deve ser atualizado constantemente com melhorias e novos recursos, sempre se baseando nos dados e feedbacks capturados dos usuários. E, apesar de não ter conexão com a criação do app, é importante divulgá-lo para seu público-alvo, caso contrário, ele corre o risco de se perder entre milhões de outros aplicativos disponíveis no mercado.